Contaminação

O projeto desenvolvido pelo Grupo IN concretizou-se em diversos objetos produzidos especialmente para turistas. A ironia está presente nas frases criadas, que foram depois aplicadas em cartazes (que se podem apresentar em mupis e telões), panfletos e vídeos publicitários.

Na exposição do nosso trabalho pode-se também encontrar a maquete de um possível espaço de aplicação destes objetos. Foi escolhida a Avenida da Liberdade para este propósito, já que é um sítio incontornável para os turistas. Junto da maquete encontra-se um catálogo dos cartazes produzidos, que podem ter, como já foi referido antes, diversas aplicações.

O visitante pode também ficar com o jornal IN e um postal como recordação do Bairro das Amendoeiras.

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Mais detalhes do nosso trabalho pode ser visto no blog do Grupo In AQUI.

Jornal IN #4

A última publicação do jornal IN apresenta todo o processo e concretização do projeto final do semestre.

Segue o design das outras edições, com a presença de carimbos na capa e a utilização de transferencias ao longo das páginas.

O interior do jornal pode-se ver no blog de grupo AQUI.


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Contaminação // sinopse

A vida pacata do Bairro das Amendoeiras, torna-o comum aos olhos de um espectador atento. É apenas a sua localização, o fazer parte de Chelas, que faz com que este bairro desperte nos seres relutância e inquietação.

Queremos despertar o bairro e abrir-lhe fronteiras. Trazê-lo para fora e mostrá-lo ao mundo. O Bairro das Amendoeiras irá contaminar a cidade e passará de boca em boca!

Partiremos do melhor meio de publicidade: os turistas. A partir deles iremos mostrar aos lisboetas o nosso bairro, já que os portugueses só se apercebem do que têm quando é anunciado ao exterior, como se esta divulgação existisse como uma confirmação de qualidade.

Não esperamos nada. Não queremos fama nem resultados e muito menos mudar o mundo. Faremos críticas discretas, nunca saindo do campo do absurdo.

Iremos equiparar o Mosteiro de Sta. Beatriz ao Mosteiro dos Jerónimos, e os pastéis de nata do café “A Ponte” aos famosos pastéis de Belém. Vamos mostrar a genuína Lisboa, a que não mudou nos últimos 40 anos, a que não foi feita para turistas.

Queremos mexer neste fluxo que vive entre a Praça do Comércio e a Praça do Império e trazê-lo, utopicamente, para o nosso bairro, o Bairro das Amendoeiras. Ou diremos melhor, Almond Trees Neighborhood!

WANT TO BE ALONE WITH YOUR THOUGHTS?
COME TO THE ALMOND TREES NEIGHBORHOOD,
BECAUSE NOTHING HAPPENS HERE!

Jornal IN #2/3

A publicação dupla do jornal do Grupo IN foca-se no filme e no livro do bairro. O jornal é composto por 16 páginas e pode ser lido de duas formas. Isto significa que o leitor dispõe de 8 páginas remetentes ao filme “Monólogo do Esquecimento” e, virando o jornal, de outras 8 sobre o livro “Correspondência”.

Em relação ao primeiro jornal, esta publicação mantém a utilização de carimbos nas capas, mas tem como novidade a utilização de transferência ao longo dos spreads.

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Para ler com atenção basta ver o pdf do jornal 2 AQUI e do jornal 3 AQUI.

Honey, I rearranged the collection… by artist (capítulo 1 / 2ª parte)

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No passado dia 6 de Junho, o curador Miguel Wandschneider fez uma visita guiada à exposição Honey, I rearranged the collection… by artist: Cartazes da Coleção Lempert (capítulo 1 / 2ª parte), que se encontra em exibição na Culturgest, em Lisboa, de 16 de maio a 13 de setembro de 2015.

A exposição está repartida por autores, sendo que a visita se restringiu apenas a uma das galerias da Culturgest.

Entre os artistas encontram- se John Baldessari, Lothar Baumgarten, Günter Brus, General Idea, Rodney Graham, Martin Kippenberger, Reinhard Mucha, Oswald Oberhuber, Albert Oehlen, Franz West, Christopher Williams, Christopher Wool e Heimo Zobernig.

A visita foi bastante acessível e informativa, sendo que Miguel Wandschneider apresentou com maior detalhe a história de alguns dos cartazes e falou, paralelamente, do estilo e obra de cada autor.

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Para mim, os cartazes de Oberhuber, destacaram-se pela escolha da utilização da sua própria imagem (primeiramente no tempo corrente e mais tarde fotografias do artista em criança).

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Martin Kippenberger utiliza também a sua imagem nos seus cartazes, muitas vezes acompanhado por outras pessoas.

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Um aspecto importante deste artista é o seu lado humorista. A partir da sua relação com outra figura da época (que não me recordo do nome) cria cartazes como os apresentados abaixo. Ambas as obras causaram um grande descontentamento por parte do alvo em questão.

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Uma selecção de cartazes de Günter Brus destacaram-se para mim dos restantes da exposição pelo estilo manual utilizado.

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Detalhes da exposição podem-se encontrar AQUI.

Pára-me de Repente o Pensamento

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Está em exibição até dia 3 de Junho, no Cinema City Alvalade, o filme “Pára-me de repente o pensamento” de Jorge Pelicano.

É um filme marcante que torna impossível não ficar dias a falar sobre ele! Mostra pessoas reais com doenças reais. É a verdade crua. Talvez seja essa a beleza.

Uma verdade tão crua que nos chegamos a questionar se de facto nada foi encenado. Nas palavras de Pelicano, “Costumo dizer que o documentário é o género cinematográfico que mais se aproxima da verdade, nunca é a verdade.”

Com isto quer dizer que nada foi decorado ou ensaiado, apenas gravaram conversas reais entre os pacientes. Mas tal significa também que nunca atingirá a verdade absoluta, já que a partir do momento em que se encontra uma câmara no local o comportamento de cada pessoa alterar-se-á ligeiramente.

Mas porquê a estranheza inicial a ver o filme? Talvez por nunca ter tido contacto com alguém com este tipo de doença, “Não somos malucos, somos doentes!”.

Estão dentro dos muros do Hospital Psiquiátrico Conde de Ferreira, uns só querem fugir, outros só querem o contrário.

Como é o caso do Torres, que diz que se suicida se algum dia o tirarem dali. Percebe-se que é já uma pessoa consciente da sua doença, mas mesmo assim conseguimos sentir o seu desespero.

Existem também figuras com um espírito completamente diferente, como o Abreu e o Alberto, que são talvez as mais cativantes. O riso incontrolável, tão puro de Alberto, sempre acompanhado com a assertividade e sabedoria de Abreu, fazem deles um duo inseparável.

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Depois aparece uma nova presença. Um actor. Alguém de fora, alguém diferente. Alguém que ouve e que não julga. Que vai mergulhando naquele meio, ouvindo, sempre atento.

Depois um objetivo, o que afasta o filme de um simples documentário e que cria uma narrativa. Este actor será Ângelo Lima, o poeta esquizofrénico, internado outrora naquele hospital, tão admirado pelos poetas de Orpheu.

E seguimos a evolução do mesmo, transformando-se aos poucos e poucos. E é na cena na Igreja que atinge quase um êxtase, onde parece já não conseguir distinguir a realidade da ficção. Aí, por uns segundos, é Ângelo Lima.

“Os muros são tão grandes para não deixar os malucos lá de fora entrarem cá para dentro!”, disse um paciente ao realizador, sem a presença das câmaras.

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Tivemos a sorte de ter a visita de Jorge Pelicano à FBAUL, na passada quinta-feira. Acho que foi muito importante saber um bocadinho mais sobre o outro lado da câmara, coisa a que poucas vezes temos acesso.

Foi muito positivo descobrir que não houve qualquer intervenção, por parte da equipa de filmagem, em nenhuma das cenas. Seguiram os passos e ouviram as conversas dos pacientes, chegando a passar várias horas a seguir os passeios de Abreu e Alberto.

Fiquei com uma melhor noção do que é fazer um filme desta espécie, o que fez com que ficasse com o bichinho do cinema.

Foi também importante perceber como funciona o cinema em Portugal e conhecer um pouco melhor este meio.

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Em baixo encontra-se o link de uma entrevista ao realizador, onde são dados pormenores sobre este projeto:

http://www.c7nema.net/entrevista/item/42643-entrevista-a-jorge-pelicano-o-grande-vencedor-do-festival-caminhos-do-cinema-portugues.html